Mesa-redonda discute psicologia hospitalar e aids

Cerca de 2,5 milhões de pessoas ainda são infectadas por HIV todos os anos, ao mesmo tempo em que novas drogas têm reduzido a taxa de mortalidade relacionada ao vírus e os soropositivos vivem cada vez mais. As complicações não se limitam unicamente ao organismo, como também viajam pelas limitações sociais, de convivência, pelo medo e preconceito. Muitas vezes a empatia do profissional da Psicologia aparece como uma aliada na prevenção do desenvolvimento da doença.

Na busca por melhorar a condição da vida do soropositivos, a Psicologia tem como um dos seus objetivos auxiliar na promoção, manutenção e tratamento dos doentes. Pelo fato de ser terapeuticamente controlado, a aids tem sido considerada como enfermidade crônica. A terapia apresenta resultados benéficos aos pacientes porque ajuda a bloquear a reação do vírus contra o sistema imunológico e diminuir o seu desenvolvimento.

Quem falou sobre o tema foi a professora Arina Lebrego, docente da Universidade da Amazônia (Unama), mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e especialista em Psicologia da Saúde e Hospitalar. Ela participou de conferência no terceiro dia de programação do II Congresso Multidisciplinar de Saúde, que ocorreu no Hangar Centro de Convenções, em Belém.

O processo de escuta clinica é um dos pontos mais importantes na conexão entre psicólogo e paciente, é o papel mediador capaz de estabelecer o entendimento necessário para ajuda no tratamento mental, destacou a professora. São utilizados recursos psicossociais em pessoas soropositivas, quepodem ter efeitos benéficos sobre aspectos do bem-estar psicológico e, possivelmente, sobre parâmetros neuroendócrinos e imunológicos, que por sua vez podem influenciar o prognóstico da doença.

Segundo Arina Lebrego, os psicólogos podem contribuir para a efetividade do tratamento e no entendimento dos fatores biopsicossociais implicados no processo saúde-doença. A professora recomenda seguir padrões de procedimento para que as medidas sejam confiáveis e válidas, além de cuidado que a família deve ter com o paciente. “A empatia é a capacidade de acolher desse psicólogo, seja em que orientação ou que abordagem ele tenha. E a capacidade de se colocar no lugar do paciente, nas vivências que ele tem sofrido é de suma relevância”, disse Arina, em entrevista ao LeiaJá. “Aidéticos são pessoas como quaisquer outras, apesar do preconceito, da discriminação ao longo dos anos. Elas são pessoas sensíveis, são humanas. E o que a gente precisa é eliminar toda forma de preconceito. Eu acho que isso é o mais relevante contra toda a forma de preconceito a essas pessoas”, acentua a professora.

Fonte: LeiaJá

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