Quase um ano após o início do surto que preocupou todo o Brasil, médicos do mundo inteiro permanecem com mais dúvidas do que respostas sobre a microcefalia. Na missão de manter as pesquisas para entender a malformação, pesquisadores de universidades e institutos norte americanos estiveram no Recife para examinar alguns bebês e analisar a progressão de lesões oftalmológicas. Pernambuco é o Estado com maior número de casos de microcefalia no País e é fundamental para a explicação dos fatores ligados à patologia. Nos próximos dois meses, mais revelações devem ser divulgadas. Do colo da mãe, a pequena Inês Vitória, de 7 meses, foi a primeira de 15 bebês a ser colocada na maca para o exame que aconteceu na Fundação Altino Ventura (FAV). A ideia dos médicos era analisar todo o globo ocular, dando atenção à retina e ao nervo óptico, que segundo os especialistas, apresentam lesões em 40% dos microcéfalos da geração zyka. “Nossa ideia é aprender com os profissionais daqui e voltar para os EUA com mais informações para pesquisas”, explicou o pesquisador da Universidade JohnsHopkins, WilliamMay. De acordo com a diretora da FAV, LianaVentura, como passar do tempo, algumas crianças podem apresentar novos problemas. “Esses exames são importantes porque algumas lesões podem progredir com o tempo e outras podem ser descobertas.”
Fonte: Folha de Pernambuco



