BRASÍLIA (Folhapress) – Uma mesma prótese utilizada para tratamento médico, cuja indicação é alvo de uma investigação da Polícia Federal e de duas CPIs no Congresso, pode custar valores até cinco vezes maiores em diferentes regiões e hospitais do País. Os dados foram apresentados no Senado Federal pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante audiência da comissão que investiga a suspeita de fraudes e superfaturamento na indicação de órteses e próteses. O preço pago por operadoras de saúde por um stent coronariano, por exemplo, chega a variar entre R$ 4 mil e R$ 22 mil. Em outro caso, uma operadora enviou ao Ministério da Saúde notas que mostram o pagamento de R$ 300 e R$ 1,5 mil pelo mesmo produto. O caso passou a ser investigado em janeiro, após o “Fantástico”, da TV Globo, revelar que médicos recebiam comissões de 20% a 50% para que utilizassem próteses de determinadas empresas no tratamento de pacientes. Em alguns casos, cirurgias eram indicadas sem que houvesse necessidade. Questionado pelos senadores o ministro condenou a prática. “Nenhum médico pode deixar de fazer um procedimento caso não receba uma taxa adicional”, afirmou. Chioro defendeu uma investigação e punição para todos os envolvidos.
Fonte: Folha PE



