Morador de SP morre em Salvador em decorrência da febre amarela

No dia 5, deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do município com os sintomas da doença, onde permaneceu até o dia 9

Um morador de Taboão da Serra (Grande SP) de 49 anos morreu neste domingo (14) depois de contrair o vírus da febre amarela. O paciente sofreu uma parada cardíaca depois de cinco dias internado no hospital Couto Maia, em Salvador.

Antes de ser transferido para a capital baiana, a vítima Osmar Ramos havia passado alguns dias em Itaberaba -a 290 km de Salvador. Ele estava na cidade desde o início do ano em visita à família. No dia 5, deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do município com os sintomas da doença, onde permaneceu até o dia 9.

Segundo nota da Prefeitura de Itaberaba, “o diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central, em Salvador (Lacem)”. A Prefeitura de Taboão da Serra (SP), onde Ramos morava, diz que está investigando o caso e acredita que Ramos não tenha sido contaminado na cidade. “A área de moradia do paciente é densamente urbanizada não possui área rural nem presença de vetores da febre amarela silvestre”, afirmou em nota o coordenador de Vigilância Epidemiológica do município, Milton Parron Junior.

O local provável da infecção está sendo monitorado, segundo a prefeitura de Taboão, por meio do histórico de deslocamentos do homem durante as festividades de final de ano. Jornais locais dizem que Ramos passou o Réveillon em Itapecerica da Serra (SP), cidade da região metropolitana de São Paulo que já registrou a morte de dez macacos por febre amarela.

“A Secretaria de Saúde não pode afirmar [que o homem tenha sido contaminado em Itapecerica da Serra]. O resultado da necrópsia será determinante para toda a elucidação diagnóstica do caso”, afirma a nota do município.

Vacinação

Após a confirmação do caso importado, ou seja, que não teve origem na Bahia, a Prefeitura de Itaberaba intensificou as ações no fim de semana com a aplicação de 3.500 vacinas.

O campanha de imunização no Estado acontecerá entre 19 de fevereiro e 9 de março. Oito cidades, incluindo Salvador, receberão a dose fracionada, que tem um quinto do volume da dose tradicional e vale por cerca de oito anos.

Outros 97 municípios em áreas de risco receberão a dose integral, que vale para a vida toda. A meta é vacinar ao menos 95% da população dessas cidades, selecionadas por terem histórico de febre amarela em macacos em 2017.

O chamado dia D, quando há maior mobilização nos postos de saúde, está marcado para 24 de fevereiro no Estado nordestino -assim como em São Paulo e no Rio de Janeiro. O surto de febre amarela que atingiu o Brasil no ano passado foi o maior desde 1980 em humanos. De julho de 2016 a junho de 2017 (período considerado por causa da sazonalidade da doença), foram confirmados 777 casos e 261 mortes no país. Em setembro, o governo federal deu o surto como encerrado. O último caso havia sido registrado em junho, no Espírito Santo.

Desde então, foram confirmados 11 casos e 4 óbitos, segundo o Ministério da Saúde, que tem dados menos atualizados que as secretarias estaduais de saúde. São Paulo tem o maior número de ocorrências em humanos (8 casos e 4 mortes), seguido pelo Distrito Federal, Rio e Minas Gerais.

Fonte: Folha de Pernambuco

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