Para a especialista em ginecologia, Marilene Vale de Castro Monteiro, a redução na mortalidade feminina poderia ser maior, principalmente, nos números relativos à incidência de câncer. “As lesões que precedem o câncer de colo uterino podem ser identificadas até 10 anos antes que a doença chegue a uma fase invasiva. É necessário, porém, que mais mulheres tenham acesso a exames preventivos.”
Ainda de acordo com o estudo Saúde Brasil, a mortalidade materna em 2010 chegou a 68 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. Em 1990, eram 141 mortes para cada 100 mil nascimentos – uma redução de quase 50% em 20 anos. No entanto, o Brasil ainda tem dificuldade em alcançar a meta determinada pela Organização das Nações Unidas relativa à mortalidade materna. O objetivo é chegar a 35 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos até 2015. Marilene explica que a mortalidade materna está relacionada, principalmente, à hipertensão na gravidez, ao sangramento durante a gestação ou após o parto e a infecções pós-parto.
Fonte: Diario de Pernambuco



