Na rede estadual, do dia 4, quando teve início a campanha para profissionais de saúde, até ontem, foram imunizadas 243 mil pessoas – dessas, 120 mil gestantes, idosos e crianças da região de São José do Rio Preto. A estimativa é de que 3 milhões de pessoas sejam imunizadas. A Prefeitura de São Paulo não divulgou balanço.
“Estamos no início da curva”, afirmou o diretor de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. A tendência, segundo ele, é de que a epidemia de gripe, que neste ano teve início antecipado, cresça no próximo mês e atinja o seu ponto máximo. A previsão é feita com base na trajetória da epidemia em 2013.
Dos 686 casos identificados da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), 78% estão concentrados em São Paulo. Foram 534. Em todo o Sudeste, foram identificados 553 pacientes com complicações provocadas pelo vírus. Santa Catarina é o segundo Estado com maior número de casos da doença: 40, seguido do Paraná (21 casos), Goiás (12), Pernambuco (11), Minas (10), Bahia (9).
Ao todo, 18 estados têm registro de complicações provocadas pelo H1N1. Há uma semana, eram 444 casos – alta de 54%. Além de São Paulo, outros 13 estados registram mortes provocadas pelo vírus.
Maierovitch não descarta o risco de a epidemia atingir neste ano indicadores semelhantes ao registrado há três anos, que acabou com 768 óbitos. “Pode ser que vejamos uma repetição do grande número de mortes.” Ele, porém, observou que todos os anos a gripe provoca um número significativo de óbitos.
Com medo do surto, a população-alvo da campanha de vacinação chegou aos postos da capital ontem ainda de madrugada. O guia turístico Caio Damazio, de 27 anos, foi o primeiro a chegar à Unidade Básica de Saúde (UBS) Humberto Pascale, em Campos Elísios, no centro, para garantir uma dose para a sobrinha de 9 meses. Eram 4h20. “Na semana passada, nós tentamos em uma clínica particular. Cheguei às 4h30, mas não consegui senha”, disse Damazio. “A gente está assustado com esse surto.” (Agência Estado)




