Uma denúncia anônima motivou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) a investigar o Banco de Leite da Maternidade Professor Bandeira Filho, no bairro de Afogados. A abertura de inquérito foi publicada no Diário Oficial do Estado, no último sábado (11), e solicita à Vigilância Sanitária municipal uma inspeção no local para confirmar se procede ou não o relato de contaminação. Reconhecido socialmente, o trabalho até já recebeu Certificado de Excelência na Categoria A – Padrão Ouro concedido pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.
De acordo com a promotora Ivana Botelho, responsável pelo caso, a denúncia diz respeito ao processo de coleta, que pode haver ocorrido em descumprimento às regras de vigilância sanitária – e não por contaminação viral ou bacteriana. Diante do pronunciamento da maternidade, de que não teria descumprido nenhuma norma, a promotora afirmou que é necessário o resultado da inspeção da Vigilância Sanitária antes de confirmar a denúncia.
O serviço de saúde da Vigilância Sanitária afirmou que o relatório de inspeção já foi encaminhado à promotoria. O principal objetivo da apuração é verificar se todos os processos estão transcorrendo dentro da normalidade. Até então a maternidade nunca havia recebido qualquer denúncia semelhante.
De acordo com Prefeitura do Recife, o resultado do relatório não registrou falhas. “A diretoria da maternidade informa que a Vigilância Sanitária esteve no local e não constatou nenhuma irregularidade/contaminação e o resultado foi encaminhado ao MP, que deve estar publicando a análise por esses dias. O Banco de Leite está funcionando normalmente”, explicou.
Cerca de dez pessoas, entre técnicos de enfermagem, enfermeiras e uma nutricionista que coordena o banco, trabalham na coleta. A média mensal de coleta é de nove doadoras e 6 litros de volume. Cerca de 300 mulheres e bebês são atendidos por mês na unidade.
Fonte: Folha de Pernambuco



