Muitos pedidos inválidos

Dos 18.450 inscritos no programa Mais Médicos, 45% precisam se regularizar até amanhã

Brasília – O programa Mais Médicos, lançado no início do mês pelo governo federal, recebeu a inscrição de 18.450 profissionais, sendo 1.920 estrangeiros (10,4% do total), de 61 nacionalidades diferentes. Mas nem todos os pedidos de participação no programa foram validados. Segundo o Ministério da Saúde, 8.307, ou 45% do total, tinham números inválidos de registro nos conselhos regionais de medicina (CRMs). Os profissionais terão até a meia-noite de amanhã para sanar eventuais inconsistências e concluir a adesão ao programa.

Além disso, um grupo de 1.270 médicos é de residentes, ou seja, eles terão que formalizar seu desligamento dos programas de especialização caso queiram participar do Mais Médicos. As inscrições para o Mais Médicos começaram no dia 9 de julho e se encerraram na meia noite da última quinta-feira. Um novo processo de adesão terá início em agosto.

O número de inscrições válidas é menor do que a demanda das cidades que aderiram ao programa. Ao todo, 3.511 municípios (63% do total) fizeram sua inscrição. De acordo com o Ministério da Saúde, dos municípios considerados prioritários, 92% se inscreveram.

Até amanhã, os médicos participantes do programa poderão apontar as cidades em que querem trabalhar. Eles poderão escolher seis opções, sendo uma para capital, uma para município de região metropolitana, uma para o bloco de 100 municípios de maior vulnerabilidade social, uma para cidades com índice de pobreza acima dos 20% da população, uma para distritos sanitários indígenas, e uma para o restante dos municípios.

O programa tem por objetivo ampliar o número de médicos no país e levá-los a regiões onde há carência desse tipo de profissional. Mas tem alguns pontos polêmicos e enfrenta forte resistência das entidades médicas brasileiras, como o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e a Associação Médica Brasileira (AMB).

“Mais de 3.500 municípios mostraram que faltam médicos na atenção básica e estão

acreditando nessa solução que o Ministério da Saúde e o governo federal buscam apresentar”, disse ontem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a divulgação do balanço.

Fonte: Diario de Pernambuco

 

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