A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou esta semana uma campanha para divulgar a forma correta de se contratar um plano de saúde. As instruções disponíveis no site da agência (www.ans.gov.br) informam sobre as várias maneiras de contrato, se é plano individual, empresarial ou coletivo por adesão, rede de atendimento, se é atendimento ambulatorial ou hospitalar, dentre várias outras dicas. Para o diretor-adjunto de Produtos da ANS, João Barroca, todo esse trabalho de conscientização pode ser resumido em uma atitude simples por parte do cliente. “As pessoas não podem comprar um plano de saúde por impulso. Defendemos que esta deve ser uma contratação qualificada. Ou seja, o consumidor deve buscar o máximo de informações disponíveis.”
Apesar do trabalho de conscientização, o executivo reconhece que todos os cuidados tomados pelo cliente, antes de fechar o negócio, não evitam problemas futuros, como por exemplo, a negativa de atendimento por parte dos planos. O problema, aliás, é o mais reclamado pelos beneficiários, com mais de 50% das queixas que chegam à Agência. “Apesar de não evitar, o cliente pode ter bons indicativos que mostram como a empresa atua no mercado. Por exemplo, caso a operadora tenha falhado na cobertura. Ela poderá ter comercialização suspensa. Ao contratar, o consumidor precisa verificar o índice de reclamações contra a operadora e a lista de planos suspensos.”
Outra atitude que o diretor considera importante por parte do cliente é desconfiar de preços muito acessíveis ou promoções. “Plano de saúde não combina com promoção”, diz. “Sabemos que plano de saúde não é uma coisa barata para o brasileiro. Apesar de termos um número crescente de pessoas se associando ou tendo à disposição planos oferecidos pelas empresas empregadoras, a gente sabe que este é um serviço que exige um esforço econômico. É necessário desconfiar de preços muito baixos.” Barroca deu como exemplo operadoras que atuavam no mercado Recife, no ano passado, e que foram fechadas por falta de condições de atendimento. “Em algumas delas identificamos que cobravam mensalidades que não cobriam os custos. Quando falamos sobre o consumo consciente, é disso que tratamos: a pessoa tem de saber o que está comprando”, disse.
Dentre os principais cuidados, a ANS indica que o cliente peça uma cópia do contrato antes de assiná-lo para checar informações relativas às condições de serviço, se é plano com enfermaria, quarto, regras de reajuste de faixa etária, rede de atendimento vinculada, se é plano de co-participação (veja arte) e, diante dessas informações, acessar o site da agência para conferir se tudo bate com as regras em vigor. “No espaço de qualidade da agência nós disponibilizamos todos os indicadores, de forma a explicitar a realidade da operadora, tanto do ponto de vista de serviço como sobre a saúde financeira da empresa. Em caso de dúvidas, a pessoa pode nos contactar (confira telefone no quadro ao lado)”, informa. No ano passado a agência atendeu mais de um milhão de ligações.
As mesmas regras de contratação de planos individuais devem ser seguidas por aquelas pessoas que desejam assinar um contrato de plano coletivo por adesão, oferecido em associações, sindicatos e clubes, geralmente com preços de entrada mais baixos. “A pessoa deve ter em mente que, neste caso, estará delegando à diretoria dessas associações a decisão de reajuste anual do serviço, fechada diretamente com a operadora. Por isso, é importante que o cliente tenha confiança nessas pessoas e na agremiação.”
Fonte: Jornal do Commercio



