Embora o governo de Pernambuco tente afastar qualquer relação do secretário de Saúde, Antônio Figueira, com o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) – com o qual o Executivo estadual possui contratos -, ele é atualmente o vice-presidente da instituição. A informação consta na sentença do juiz da 1º Vara Federal, Roberto Wanderley, que determinou, na última segunda-feira (25), o afastamento do auxiliar por causa da relação com o instituto, decisão suspensa ontem pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).
De acordo com a assessoria de imprensa do Imip, Figueira atua como uma espécie conselheiro e não recebe salário pela função. Ele comandou o instituto de 2005 até a véspera da posse como secretário. Além disso, é filho do fundador da instituição, Fernando Figueira.
Ontem, um dia após a decisão do afastamento, ele seguiu cumprindo agenda normalmente, fora do Estado. Esteve em Brasília para reuniões administrativas e, hoje, participa, em São Paulo, da cerimônia de entrega do prêmio Saúde 2013 da Editora Abril, já que o Sanar – Programa de Enfrentamento às Doenças Negligenciadas – é um dos três finalistas na categoria Saúde e Prevenção.
O JC procurou o secretário durante todo o dia, mas não obteve retorno. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) foi escalada para responder aos questionamentos em torno da ação popular.
DEFESA
O Colegiado de Secretários Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems-PE) divulgou nota ontem em apoio a Figueira. No texto, a entidade exalta o “relevante papel do secretário diante da responsabilidade compartilhada entre União, Estado e municípios na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS)”.
Já em texto publicado hoje em jornais, endereçado “à população pernambucana”, o Imip afirma que “os imipianos se sentem indignados e ofendidos com as recentes ilações quanto à licitude na conduta do nosso ex-presidente”. A instituição ainda diz que atua de maneira “apartidária” e que seu trabalho é fiscalizado pelos órgãos controladores do serviço público, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE). (G.L.)
Fonte: Jornal do Commercio



