É lamentável a situação na qual se encontra a saúde no município do Recife. O plano de reforma e manutenção das unidades de saúde não avançou. Continuamos a nos deparar com estruturas físicas precárias, algumas ameaçando a desabar, suspendendo, inclusive, o atendimento a população e outras fechadas para reforma, sem nunca serem concluídas.
O déficit de recursos humanos atravessou toda a atual gestão. As Entidades Medicas de Pernambuco (AMPE, Cremepe e Simepe) lutaram pelo concurso público e sua homologação, no entanto, apesar do concurso vigente, poucos médicos foram chamados, deixando várias Unidades de Saúde, a exemplo do Hospital Helena Moura, no bairro da Tamarineira/Recife, referência para internamento e atendimentos de emergência pediátrica, com redução das escalas em alguns plantões, assim como acontece nas Policlínicas e Maternidades, CAPS e Samu.
Este é um problema que se agrava a cada dia, sobretudo, neste final de gestão com o fim de contratos que não serão mais renovados, levando ao aumento do deficit destes profissionais médicos e falta de assistência em geral.
O descaso e o descompromisso não param por aí: faltam remédios, material médico- cirurgico, exames laboratoriais básicos, bem como a redução na frota de ambulância, comprometem a assistência a população e põem em risco os profissionais de saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) do Recife. Denunciamos e cobramos dos gestores do município compromisso e respeito aos profissionais da saúde e a cada cidadão usuário do SUS do Recife, até seu último dia de gestão.
Conforme decidido em reunião realizada no dia 27/11/12, na sede do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), encaminhamos oficio à Prefeitura solicitando audiência com o prefeito, e estamos a esperar uma resposta até a presente data. Ainda existe a Ação Judicial, provocada pelo Simepe, no sentido de interpelar a Prefeitura do Recife pela não convocação dos médicos do concurso vigente, para assumir as deficiências dos plantões das unidades da rede municipal de saúde.
Ficando a constatação de uma gestão de saúde que foi abandonada, esperamos que ao assumir a administração da cidade, a nova gestão municipal se dedique de imediato sobre questões tão graves que assolam o recifense, pois para os profissionais e a população, a saúde não pode sofrer descontinuidade.
Recife, 16 de dezembro de 2012.
A Diretoria



