PARIS (AFP-Folhapress) – Um este promissor com anticorpos monoclonais, capaz de combater o vírus da Aids por árias semanas, mostrou um ovo caminho na luta contra o HIV através da imunoterapia, segundo a revista científica ature. A técnica de imunoterapia consiste em estimular o sistema imunológico para tratar m agente infeccioso ou células cancerígenas. O método e desenvolveu até hoje principalmente na luta contra o câncer. No combate a Aids, as primeiras gerações de “anticoros monoclonais” – eles levam esse nome porque são produzidos a partir de uma única linha de células – provaram ser neficazes e decepcionantes. A via da imunoterapia foi abandonada em favor do desenvolvimento de coquetéis e medicamentos antirretroirais, capazes de amordaçar a doença de forma muito eficiente, mas até agora incapazes de erradicar completamente o HIV. Isso pode mudar após um este conduzido em alguns pacientes por uma equipe nortemericana composta princialmente por pesquisadores a Universidade Rockefeller, m Nova York – detalhado ontem em uma carta publicada pela Nature. O novo estudo, coordenado or Michel Nussenzweig, mosra que o anticorpo 3BNC117 se mostrou seguro e bem tolerado em doses experimentais, em um teste clínico de fase 1, em 12 indivíduos não infectados e 17 indivíduos infectados pelo HIV. De acordo como autores, o anticorpo reduziu a carga do vírus no sangue dos pacientes por 28 dias. Este ensaio clínico de “fase I” – que visa principalmente testar a segurança de um produto de saúde – teve foco na administração de uma dose única de um anticorpo “poderoso” e de “nova geração”. O anticorpomonoclonal, isolado e clonado a partir de um paciente infectado comHIV, foi “bem tolerado” e não apresentou efeitos colaterais sérios. Melhor, já que foi utilizado em doses elevadas, ele se mostrou eficaz em reduzir em várias semanas a concentração de vírus no sangue. CAUTELA Segundo os autores do novo estudo, o 3BNC117 é seguro e pode suprimir o HIV em humanos. No entanto, eles recomendam cautela, pois o tratamento feito exclusivamente com o anticorpo é insuficiente para controlar a infecção. Para o controle viral completo, seriam necessárias combinações de anticorpos e drogas e anticorpos com anticorpos.
Fonte: Folha de Pernambuco



