Nova regra limita atendimento no SUS

Uma portaria do Ministério da Saúde que regulamenta a oferta de aconselhamento genético por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) está recebendo críticas de geneticistas não médicos, que ficam impedidos de oferecer o serviço a partir de agora. Pacientes que querem entender riscos dos males hereditários, suas consequências e as opções para lidar com situações que eles impõem precisam recorrer a um geneticista formado em medicina.

As críticas ganharam força há uma semana quando a bióloga Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP) – uma das mais conhecidas especialistas do país em genética humana -, acusou o ministério de estrangular a demanda por serviços de saúde na área de genética. “Existem mais de seis milhões de pessoas com doença genética no Brasil e apenas 160 médicos geneticistas”, diz a cientista. “Não é difícil prever que, com essa limitação, a grande maioria das famílias com doenças genéticas não terá acesso ao aconselhamento genético.” Segundo Mayana, a portaria exclui “milhares de cientistas com doutorado em genética humana” que já vêm oferecendo o serviço.

Médico geneticista da UFMG, Sérgio Pena diz que não vê problema em outros profissionais de saúde fazerem aconselhamento, desde que diagnósticos continuem sendo prerrogativa de médicos. Nova regra limita atendimento no SUS GENÉTICA FOLHAPRESS – O projeto piloto do teste em macacos de uma vacina contra o HIV desenvolvida pela USP obteve resultados preliminares surpreendentemente positivos, afirmam os cientistas que o conduziram. “Testamos a resposta imune dos animais e os resultados foram excelentes”, conta o pesquisador Edecio Cunha Neto, que liderou os trabalhos de desenvolvimento da vacina. “Os sinais foram bemmais intensos do que os que encontramos em camundongos”, diz a cientista associada ao projeto, Susan Ribeiro. A surpresa dos pesquisadores, que ministraram três doses separadas por 15 dias em quatro macacos-resos do Instituto Butantan, se deu pelo fato de que normalmente a reação a essa modalidade de vacinação é menor em primatas do que em roedores. Trata-se de uma vacina de DNA.

Os cientistas “escrevem” nessa molécula trechos de genes que codificam pedaços de proteínas do vírus causador da Aids. Com a inserção do DNA no organismo, a ideia é que ele seja usado dentro das células para fabricar só essas mini-proteínas (chamadas peptídeos), sem o vírus original. Esses pequenos pedaços proteicos foram escolhidos com base em pacientes que têm resposta imune incomumente alta ao HIV. Estudos conduzidos desde 2001 chegaram a 18 peptídeos que são candidatos a produzir reação forte do sistema de defesa. Vacina anti-HIV passa no 1º teste USP ABr – Um robô vai ser usado nas cirurgias de pacientes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado ao governo paulista. Sentados à frente de um console, os médicos irão guiar o robô, que vai permitir uma visão tridimensional e com profundidade, propiciando maior precisão nas intervenções quando comparadas às técnicas de videolaparoscopia e convencionais.

O robô será usado nas cirurgias de cinco especialidades oncológicas: urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, aparelho digestivo e tórax. A expectativa é que o uso do equipamento reduza o tempo de recuperação e menor dor para o paciente, além de um menor período de internação. Foram feitas três cirurgias no Icesp com o robô no mês de fevereiro. Todas para a retirada de tumores malignos da próstata. O professor titular de cirurgia do aparelho digestivo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a qual o Icesp é ligado, Ivan Ceconello, explicou que o objetivo do projeto científico é comparar o uso da nova tecnologia com os métodos utilizados atualmente no hospital.

Fonte: Folha PE

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