Novo jantar para pedir apoio à PEC do Teto

O presidente Michel Temer (PMDB) reunirá, hoje, senadores da base aliada em um jantar, no Palácio da Alvorada, para pedir apoio à votação do teto dos gastos públicos no próximo dia 29. A medida é considerada fundamental para o ajuste das contas e o governo tenta acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado.
O Palácio do Planalto precisa do aval de no mínimo 49 dos 81 senadores para aprovar a PEC. Além de passar pelo plenário no dia 29, há um segundo turno de votação previsto para 13 de dezembro. A pedido do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Temer disse que só enviará a proposta de reforma da Previdência ao Congresso quando for vencida esta etapa.
Renan convenceu o presidente de que, se a reforma previdenciária chegar antes, poderá “contaminar” e até prejudicar a tramitação da PEC dos Gastos, que limita o aumento das despesas por 20 anos. O calendário, porém, é considerado muito apertado, uma vez que o recesso parlamentar começa em 22 de dezembro. Diante desse quadro, o governo gostaria que a votação da PEC fosse antecipada
“Se puder adiantar, ficaremos satisfeitos”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. A expectativa do Planalto é aprovar a PEC com no mínimo 60 votos, para demonstrar unidade da base aliada. “Sem essa medida, o país acaba de quebrar”, disse o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). “Ou criamos uma nova expectativa para recuperar a economia e, em consequência, gerar emprego para 13 milhões de desempregados, ou a situação fica insustentável.”
Questionado se a iniciativa de Renan Calheiros de criar uma Comissão Especial no Senado para fazer um pente-fino em supersalários também será tema do jantar, Geddel disse que “ninguém está impedido de falar sobre nada” no encontro.

SUCESSÃO
Apesar de o discurso oficial do Planalto ser de que não vai interferir na sucessão da Câmara dos Deputados, esse foi um dos temas do encontro de ontem entre Temer e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que vai travar uma guerra jurídica para tentar a reeleição.
A permanência de Maia no cargo seria a solução que menos traria problemas ao governo, mas há pelo menos duas preocupações com a antecipação desse debate: possibilidade de questionamento jurídico à reeleição dele; e o temor de um grave racha na base no momento em que o Planalto vai precisar ter um sólido apoio para aprovar medidas importantes para o governo, como a reforma da Previdência. (AE)

Fonte: Folha de Pernambuco

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