Número de doentes renais preocupa

Cerca de 1,5 milhão de brasileiros vivem hoje com doença renal crônica, segundo dados da Sociedade Brasileira e Nefrologia. São cerca de 30 mil novos casos por ano de pessoas que precisam de hemodiálise para sobreviver. Uma grande parcela aguarda um transplante para melhorar qualidade de vida, quando a filtra em do sangue pela máquina á não é suficiente. Em Pernambuco, atualmente são 4,8 mil pessoas em tratamento de hemodiálise no SUS e 1.051 na fila por um novo órgão. Aqueles no aguardo de doação de rim representam 82% entre os pacientes que esperam por transplantes no Estado. Especialistas alertam que o avanço o adoecimento está atrelado, em sua maioria, a negligência da população diante a pressão alta e diabetes, que em controle podem ser o estopim para problemas renais. A presidente da Regional Pernambuco da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Maria de Fátima Carvalho, indicou que a valanche de novos casos ano ano no País está ligada a maior facilidade do diagnóstico e envelhecimento da pululação, somados a complicações tardias da diabetes e da hipertensão. Além desses fatores, há ainda a carga genética do doente que pode ser determinante para as deficiências renais. Segundo ela, essa confluência de indicativos de risco deve soar como alerta para a população. O procedimento de filtragem das toxinas e eliminação de excesso água do organismo na máquina é um tratamento para melhorar a qualidade de vida, não de cura. E é necessário pelo resto da vida, principalmente para aqueles que não tiveram indicação para um transplante. Helena Pereira, 57 anos, sabe bem disso. Vive há 27 anos com ajuda da “máquina”. “Tive problema de pressão alta depois do parto de um filho. Quando descobri que tinha problema nos rins já era tarde”, contou. Outros pacientes tem indicação para receber um novo rime aguardam com esperança o telefonema da Central de Transplantes. Este é o caso de Rosilda Rosa, 43. Ela já fez um transplante em 2006, mas o organismo rejeitou o órgão, fazendo-a voltar para a fila em 2010. De lá para cá voltou às sessões de hemodiálise. “A gente nunca acha que pode acontecer com a gente. Tive que encarar a volta a máquina numa boa porque é minha opção de sobrevivência”, disse. A coordenadora da Central de Transplantes, Noemy Gomes, comentou que a lista de espera por rim sempre foi uma das maiores no Estado, mas que nos últimos anos assumiu o primeiro lugar. Além da recusa familiar em doar, o adoecimento de possíveis doadores é um complicador para que a fila diminua. “A disseminação da hipertensão e diabetes está atingindo até nossos potenciais doadores. Muitos deles já têm função renal comprometida e não podemos aproveitar o órgão”, disse. O transplante renal é um dos poucos que podem acontecer entre pessoas vivas, mas os critérios são mais rígidos e dentro das leis brasileiras. Nesse caso, é necessário ter um grau de parentesco com o receptor de até quarto grau. O transplante intervivos é a atual esperança do promotor de eventos Dayvson Teixeira, 33, que faz hemodiálise há sete anos. Um parente é compatível com ele. “Nunca fui de reclamar, mas já está passando muito tempo. A gente cansa”, desabafou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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