A inauguração de novos hospitais públicos em Pernambuco com enfermarias para traumatologia, o Miguel Arraes e o Dom Helder, nos últimos três anos, aliviou a busca sofrida por tratamento numa área com demanda urgente, produzida principalmente pela barbárie no trânsito.
Mas já a partir de 2012 as queixas de pacientes acidentados voltaram a ecoar na mídia. São vítimas de acidentes domésticos e do trabalho, de desastres de moto e de outros que passam até mais de dois meses aguardando vaga em bloco cirúrgico ou perambulando de hospital a hospital sem que a operação seja realizada.
O Sindicato dos Médicos alega que o problema tem duas causas. Primeiro, a oferta de serviços não devidamente dimensionada desde a ampliação da rede. Depois, a ausência de equipes extras de traumatologistas nos hospitais especializados para que seja dado andamento às chamadas cirurgias eletivas da urgência. O modelo já chegou a funcionar no Hospital Getúlio Vargas, com médicos operando à noite e nos fins de semana, mas foi desativado no ano passado.
O presidente do Sindicato dos Médicos, ortopedista Mário Jorge Lobo, comenta o assunto:
JC – Está faltando leito para ortopedia e trauma?
MÁRIO JORGE LOBO – Não. A principal questão é a ausência da terceira turma de cirurgiões. Há também escalas com déficit de médicos.
JC – Além das vítimas da urgência, quem sofre?
MÁRIO JORGE – Os pacientes de ambulatório, portadores de deformidades e lesões outras que não conseguem marcar cirurgias corretivas.
Fonte: Coluna Mais Saúde do Jornal do Commercio



