O ex-vereador recifense Mozart Sales, braço direito de Alexandre Padilha no Ministério da Saúde, esteve ontem na sede da Amupe (Associação Municipalista de Pernambuco) para explicar aos prefeitos a concepção do programa “Mais Médicos” que continua sendo alvo de críticas no Brasil inteiro. A última partiu do presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávilla, que também esteve no Recife, na semana passada, para contestá-lo.
D’Avilla não só é um crítico do projeto, como foi à Justiça contra ele. Ajuizou uma Ação Civil Pública contra a União pedindo que os Conselhos Regionais de Medicina sejam desobrigados de fazer o registro de médicos formados no exterior que não revalidem seus diplomas no Brasil e não falem corretamente o Português. Do contrário, diz ele, teremos no país duas categorias de médicos: os que estarão aptos a trabalhar em qualquer parte do país e os “estrangeiros”.
Por aí se vê que a ideia do governo federal para resolver o problema de médicos no Brasil pode até ter sido boa. Mas como nasceu de um ato autoritário da presidente Dilma Rousseff e do ministro Alexandre Padilha, que não discutiram previamente o assunto com a academia e o Conselho Federal de Medicina, está sendo alvo de protestos em todos os estados do Brasil.
Fonte: Folha de Pernambuco



