O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) entregou uma carta de intenção de desligamento do serviço dos obstetras plantonistas do Hospital da Mulher do Recife à gestão da unidade. O pedido de demissão coletiva foi deliberado pelos médicos e médicas em assembleia. O documento também foi encaminhado para a Secretaria Municipal de Saúde, o Hospital de Câncer de Pernambuco (gestor do HMR), o Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e Secretaria Estadual de Saúde (SES).
“A categoria não suporta mais as precárias condições de trabalho, com o déficit da escala médica do HMR, sobrecarga de atendimentos, jornadas exaustivas e outros problemas. As reivindicações já foram discutidas com a Secretaria de Saúde do Recife, mas como as propostas apresentadas não eram suficientes para sanar as graves dificuldades da unidade, não foram acatadas pelos médicos”, explicou o sindicato, em nota.
A entidade reforçou a necessidade de recomposição da escala de plantão com, pelo menos, seis plantonistas, bem como a isonomia da remuneração dos obstetras com a dos anestesistas.
A Secretaria de Saúde do Recife afirmou que está empenhada em chegar à melhor solução para as questões apresentadas pelos médicos. A Sesau destacou que já promoveu diversas conversas com o sindicato e os trabalhadores do hospital, na intenção de ouvir e colocar em prática as soluções sugeridas, e e que segue aberta ao diálogo.
Sobre a manutenção da escala completa, em todos os plantões, o HMR explica que abriu processo seletivo para contratação de médicos em 2020, 2021 e 2022, mas a adesão não correspondeu à necessidade. Neste ano, estão sendo disponibilizadas 17 vagas. “Enquanto permanece com empenho para contratação de profissionais, a unidade vem buscando otimizar o trabalho com medidas como a criação de um núcleo interno de regulação, contratação de médicos diaristas para os setores com maior sobrecarga e o fortalecimento da gestão de leitos”, afirmou a pasta.



