Olinda está em vias de ganhar sua primeira faculdade de medicina. Ontem, o Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), liberou o credenciamento do curso superior, após quase quatro anos de espera. O primeiro vestibular deve acontecer já no segundo semestre deste ano.
A liberação veio após uma audiência do CNE, em Brasília. Dos oito conselheiros presentes, sete votaram pelo credenciamento da instituição, que será batizada de Faculdade de Medicina de Olinda Governador Eduardo Campos.
Segundo o diretor-geral da instituição, Inácio de Barros Melo Neto, o nome é um reconhecimento “aos grandes incentivadores do empreendimento”. Além do ex-governador, ele menciona o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros. “Eduardo Campos foi a pessoa que acreditou quando ninguém acreditava. Tanto o ex-governador quanto o prefeito nos ajudaram a firmar convênios. Hoje, temos convênio com toda rede do Estado e exclusividade na Maternidade Brito de Albuquerque, em Olinda”, explicou.
Segundo Inácio, com a aprovação do credenciamento, o próximo passo é a assinatura do ministro da Educação e a liberação da portaria. O trâmite deve se estender por cerca de 20 dias.
Quanto à mensalidade, o diretor não antecipou os valores, mas garantiu que vai praticar os preços de mercado. Atualmente, as parcelas dos cursos de medicina de instituições como Uninassau, Unicap e Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) giram em torno de R$ 4 mil e R$ 5 mil.
O prédio que irá sediar a instituição funciona na Rua Doutor Manoel de Almeida Belo, em Bairro Novo. Enquanto o curso de medicina não recebia o aval do MEC, no local eram ministrados cursos técnicos de enfermagem.
Com 2.500 metros quadrados de área construída, o espaço conta com 30 salas de aulas, com capacidade para a oferta de 120 vagas. São 14 laboratórios médicos (Ciências Básicas, Ensino, Habilidades, Morfofuncional e Biotério), auditórios, biblioteca com 12 mil títulos de medicina e laboratório de informática com cem computadores.
Na área educacional, a Faculdade de Medicina contará com um quadro de 31 professores, sendo 21 com título de doutor, oito mestres e dois com título de especialista. Segundo o diretor da instituição, foram firmados convênios com toda a rede de hospitais do Estado, por meio da Secretaria de Saúde, e com a Secretaria de Saúde de Olinda.
Fonte: Jornal do Commercio



