Decisão foi tomada após o aumento da atividade do vírus em todo o estado
A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar, nesta terça-feira (16), como área de risco de febre amarela todo o estado de São Paulo, além da porção norte do Rio de Janeiro, o sul da Bahia e todo o Espírito Santo. A decisão foi tomada após o aumento da atividade do vírus.
Já estavam nessa lista todos os Estados do Norte e do Centro-Oeste, além de Maranhão, Minas Gerais, e partes dos Estados da região Sul, São Paulo, Bahia e Piauí. São Paulo receberá, de imediato, um milhão doses da vacina visando garantir a prevenção da doença e o abastecimento das salas de vacina até o início da campanha contra a febre, que acontecerá em fevereiro. O acerto ocorreu entre o governador Geraldo Alckmin e o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Assim, em São Paulo, o potencial de pessoas que receberão a imunização sobe para 7,3 milhões, em 53 municípios, incluindo a capital. A mudança de status mexeu com os planos do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), que resolveu antecipar a campanha emergencial de vacinação contra a doença no Estado.
Em vez do dia 3 de fevereiro, doses fracionadas da vacina serão aplicadas a partir do dia 29 deste mês em 53 cidades paulistas que estão em áreas de risco. Na prática, a entidade endureceu as recomendações para os viajantes estrangeiros que pretendem visitar o Estado. Agora, os turistas serão orientados a se vacinar contra a doença ao menos dez dias antes da viagem. Antes, não havia essa recomendação.
Dose fracionada – Atualmente, o Ministério da Saúde utiliza a dose padrão da vacina de febre amarela, com 0,5 mL. Já para a dose fracionada são aplicados 0,1 mL, o que representa 1/5 da dose padrão. Um frasco com 5 doses da vacina de febre amarela, por exemplo, pode vacinar 25 pessoas e um frasco com 10 doses pode vacinar 50 pessoas.
Estudo recente realizado por Bio-Manguinhos/Fiocruz aponta a presença de anticorpos contra febre amarela, após 8 anos, na dose fracionada, semelhante ao observado com a dose padrão neste mesmo período. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.
Dessa forma, os resultados dão suporte ao uso de doses fracionadas da vacina de febre amarela. A estratégia já foi utilizada anteriormente no controle da epidemia na República Democrática do Congo pela OMS, que utilizou 1/5 da dose Padrão da Vacina de Febre Amarela de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Na ocasião, 7,8 milhões de pessoas foram vacinadas em 15 dias.
Fonte: Folha de Pernambuco



