NOVA YORK – (LUSA) – O secretário-geral da ONU, Ban Kioon, pediu aos líderes mundiais que se comprometam acabar coma Aids até 2030 por meio da iniciativa “Abordagem ápida”, lançada na última semana. “Apelo aos líderes mundiais ara se unirem nessa causa comum. Há uma luz no fundo túnel. Estabelecemos uma eta concreta. Vamos todos acabar com a aids até 2030”, isse Ban Ki-moon em menagem divulgada no Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado ontem. Ele disse estar “satisfeito e orgulhoso” pelo que considerou quer o “caminho certo” na luta contra a doença, cujo legado já visível, comparado ao do vírus ebola na África Ocidental. “Quase 14 milhões de pessoas em todo o mundo estão recebendo tratamentos contra a Aids. Conseguimos reduzir novas infeções em 38%, desde 2001”, acrescentou o secretário na mensagem, em que agradece a dedicação dos parceiros que ajudam a combater a doença. Depois de destacar que os sistemas médicos por si só não são suficientes para garantir “cuidados de saúde robustos”, Ban Ki-Moon pediu mais apoio para combater a doença porque, destacou, “existem 35 milhões de pessoas vivendo com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV, na sigla em inglês) hoje em dia e cerca de 19 milhões delas não têm conhecimento de que contraíram o vírus”. “Existem lacunas importantes na nossa resposta a grupos chave. Duas em cada três crianças necessitam de tratamento e não dispõem dele. As mulheres jovens são particularmente vulneráveis em muitos países com prevalência alta de HIV. A epidemia da aids está aumentando no Leste da Europa, na Ásia Central e no Oriente Médio, alimentada pelo estigma, a discriminação e as leis punitivas. Ainda assim, o trabalho essencial dos sistemas de comunidade e organizações de apoio muitas vezes não dispõe de apoio. Não podemos deixar ninguém para trás”, frisou. Planeta Editora: Luciana Leão Subeditor: Robson André Telefone: 34255848 NAUFRÁGIO – Pelo menos uma pessoa morreu e outras 54 estão desaparecidas após o naufrágio, ontem, de um navio pesqueiro sul-coreano que navegava no mar de Bering (extremo oriente russo), segundo informaram as autoridades marítimas russas. Foram resgatados oito tripulantes. (AE) TERÇA-FEIRA 10Recife, 2 de dezembro de 2014 ■APESARde a doença ter diminuído, ainda é a primeira causa de mortalidade na África e a quarta no mundo CONTROLE – O número de pessoas em tratamento de Aids no Brasil cresceu 29% em 2014, quando comparado com o ano anterior. De janeiro a outubro, 61.221 iniciaram a terapia para controlar o HIV Saibamais TERRORISMO > Papa apela aos muçulmanos No mundo quase 14 milhões de pessoas recebem tratamento ONU conclama aos líderes para acabar com a Aids até 2030 BAN KI-moon fez alerta aos líderes mundiais durante pronunciamento ontem Mark Garten/UN BRASÍLIA (ABr) – Dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde mostram que 734 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Do total, 589 mil foram diagnosticadas e 145 mil ainda não sabem que têm o vírus – cerca de 20%. A incidência é maior no público masculino que no feminino, com 26,9 e 14,1 casos em 100 mil habitantes, respectivamente. Entre os jovens que têm entre 15 e 24 anos a incidência tem aumentado, passando de 9,6 casos por 100 mil habitantes em 2004, para 12,7 casos por 100 mil habitantes em 2013. Ao todo, 4.414 novos casos foram detectados em jovens em 2013, enquanto em 2004 foram 3.453. Com o intuito de levar mais informações para o público jovem, o Ministério da Saúde lançou uma nova campanha com foco na prevenção, na necessidade de se fazer o teste para diagnóstico e no tratamento da doença. Usando a gíria #partiuteste, a campanha também vai ter material específico para a população jovem de gays e travestis. “Camisinha, teste e tratamento é a estratégia central que estamos trabalhando, e [a campanha] vai trabalhar o tempo inteiro com a prevenção combinada de uso do preservativo, testagem e tratamento”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ao todo, 0,4% da população brasileira tem HIV/Aids. Entre gays e homens que fazem sexo com homens maiores de 18 anos, esse índice sobe para 10,5%. Na população que usa crack, 5% têm o vírus.
Fonte: Folha de Pernambuco



