Esta história é verdadeira. Foi-me contada por colega médico, professor da Faculdade e se deu há cerca de 30 anos. Ele era médico de determinado Instituto e recebeu, no consultório, numa tarde, um cliente de seus 30 anos, angustiado que relatou os seus problemas ligados à separação da mulher, ao abandono de outra, aos de nível financeiro e profissional, de modo emocionado e que terminando a narrativa implorando: – Doutor, por favor, me interne. Eu vou me suicidar. Diante de uma declaração tão forte, o colega viu tratar-se de caso grave e que exigia compreensão e providências imediatas. Assim, o ouviu com toda a atenção e acabou por telefonar para uma Casa de Saúde Psiquiátrica, do Recife, conceituada, a fim de conseguir uma vaga para internamento. A angústia do homem era tamanha que o colega ofereceu se para levá-lo no seu automóvel, até a clínica. Chegando lá, tudo transcorreu normalmente e o paciente foi apresentado ao plantonista com as devidas explicações e internado no apartamento 22. O colega se despediu ficando de voltar no dia seguinte para acompanhar a evolução. Isto foi o que o colega me contou. O relato do paciente, daí em diante, foi o da verdade dos fatos. Cerca de uma hora depois dele se acomodar na cama do apartamento, entrou uma enfermeira bonita, de cerca de 30 anos, portando uma bandeja com um comprimido e um copinho com uma poção e um corpo escultural. Ele, imediatamente, se sentou na cama enquanto a enfermeira dizia: – Calma, tenha calma. Vamos conversar. E iniciou uma conversa amistosa, mais que amistosa, agradando aqui, agradando ali até que ele, entendido em agrados, ficou pronto. Contou ele ao colega, no dia seguinte que foi indescritível a noite de amor que viveu com a criatura, escolada nos prazeres da vida e na arte das fantasias sexuais. Entrou em detalhes, impossíveis de ser narrados, pelos quais jamais tinha passado em toda a sua vida. Lá para as 4 horas da manhã, ela exausta, como ele, finalmente administrou o comprimido e a poção. E ele dormiu direto até o momento em que o colega chegou e ele alegre feliz, sorriu dizendo estar esperando a chegada dele para a alta. E que estava bom, bonzinho. O colega notou a mudança completa do comportamento da véspera e providenciou a alta. O contentamento do paciente fez com que, mais uma vez, ele o conduzisse para a sua casa no automóvel enquanto se desdobrava nas recordações da noite, elogiando a clínica em relação aos processos modernos utilizados para a sua recuperação. Ao chegar em casa, já no terraço, gritava para fora: – A vida é bela, seja como for. Viva os ‘remédios’ da Medicina!!
Fonte: Folha de Pernambuco



