Caso o projeto seja aprovado pelo governo, a partir de 1º de dezembro os plantões serão normalizados. “Mas é importante ressaltar que esse esquema é uma solução paliativa. É necessário fazer um concurso público para que haja melhorias no hospital”, cobrou o presidente do Diretório Acadêmico de Medicina da UPE, Elton Pedrosa.
Segundo o reitor da UPE, Carlos Calado, ainda não há uma data certa para a publicação no Diário Oficial do edital do concurso que oferecerá 360 vagas (sendo 95 para médicos e o restante para profissionais de outras áreas, de nível superior e nível médio).
Sobre a reunião do conselho, o reitor afirmou que solicitará ao Estado que banque os custos mensais em torno de R$ 300 mil causados pelos plantões extras. “A universidade não tem verba. Isso geraria um déficit grande nas nossas contas, o que podemos evitar. Além do mais, para o Estado, bancar esses custos representa um investimento de melhoria na qualidade do hospital”, ressaltou.
O Conselho da Universidade de Pernambuco (UPE) decidiu, em reunião realizada ontem pela manhã, que os plantões para suprir a falta de funcionários no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central do Recife, serão reativados. Atendendo a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselho decidiu regulamentar a medida e criou projeto de normatização que foi apresentado no encontro e será encaminhado ao secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja.



