Outros profissionais de saúde vão às ruas

No dia seguinte ao protesto organizado por médicos, os enfermeiros e técnicos em enfermagem do Hospital da Restauração (HR) também foram às ruas. Cerca de 200 profissionais da maior emergência do Norte e Nordeste, na área central do Recife, fecharam a Avenida Agamenon Magalhães e apresentaram uma série de reivindicações.

Entre as exigências estão a equiparação salarial com os médicos para profissionais da saúde que tenham curso superior e concurso público para enfermeiros. O ponto mais polêmico é o veto ao ato médico, projeto aprovado pelo Senado e que limita o trabalho de treze profissões que trabalham em apoio aos médicos.

Se aprovado, o projeto estabelece o que denominaram de reserva de mercado para os médicos, impedindo a prática de atos por diversas profissões que atuam na área de saúde.

“Os médicos teriam a última palavra para um diagnóstico, mesmo que seja de outra área, como psicologia ou assistência social”, citou o enfermeiro Gilmar Júnior, um dos coordenadores do protesto de ontem.

Durante a manifestação, os enfermeiros fecharam caminharam até o cruzamento da Avenida Agamenon Magalhães com a Rua Dom Bosco. Lá, impediram o trânsito e mostraram cartazes e faixas, pedindo as mudanças na política de saúde do País. O ato foi encerrado às 15h.

MORADIA

Outra paralisação deixou o trânsito complicado no Recife. No início da manhã, a Organização de Luta dos Movimentos Populares de Pernambuco interditou a Avenida Agamenon Magalhães, no bairro de Campo Grande, Zona Norte. Os manifestantes pediram melhorias na política habitacional.

O grupo tocou fogo em pneus. Em seguida, entrou no prédio da Companhia de Habitação de Pernambuco (Cehab) e entregou uma pauta com a reivindicações de várias comunidades da Região Metropolitana do Recife.

Fonte: Jornal do Commercio

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