Desde janeiro, aposentado tenta conseguir medicamento fundamental para o tratamento na Farmácia de Pernambuco.
Pacientes que sofrem da doença de Parkinson estão com dificuldades para obter na rede pública de saúde de Pernambuco um medicamento considerado fundamental para o tratamento. Nesta terça-feira (10), o aposentado Paulo Ferreira, 51 anos, esteve na Farmácia do Estado, no Recife, e soube que o Prolopa 200/50 está em falta. Segundo ele, o problema ocorre desde janeiro.
Há uma semana, durante a divulgação de ações do Dia de Conscientização da doença de Parkinson, o governo de Pernambuco informou aos doentes que o medicamento estava à disposição. Paulo disse, no entanto, que não conseguiu mais uma vez os comprimidos, que devem ser distribuídos de forma gratuita pelo estado.
Ele toma cinco unidades por dia. Por mês, são consumidas cinco caixas do medicamento e cada uma custa, em média, R$ 85.
“Para quem ganha um salário mínimo, é impossível comprar esse remédio. Os médicos dizem que eu só posso tomar outro medicamento, que está disponível, se eu tiver acesso ao Prolopa 200/50”, declarou.
Há mais de 20 anos, Paulo enfrenta os efeitos do avanço da doença de Parkinson. Ele treme muito e os membros ficam rígidos. “Demoro muito para fazer qualquer atividade. Não consigo nem fazer a fisioterapia”, afirmou.
Diante da falta do medicamento, Paulo Ferreira se diz indignado. “Não é a primeira vez que os doentes de Parkinson enfrentam essa situação”, declara.
Segundo ele, o pior é sofrer com a demora para fazer a queixa na ouvidoria da Secretaria de Saúde. “São 60 dias para receber uma resposta, que, muitas vezes, nem é positiva”, acrescentou.
Paulo cobrou mais transparência no processo de aquisição dos remédios. “Eles dizem sempre que está em licitação. A saúde pública deveria ser, de fato, uma prioridade”, observou.
Resposta
Diante da queixa do aposentado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, por meio de nota, que fornece, por meio da Farmácia de Pernambuco, três apresentações do Prolopa.
A pasta disse, ainda, que realiza anualmente a compra de medicamentos que associam as substâncias indicadas para o tratamento: levodopa e cloridrato de benserazida.
Entre elas, segundo a secretaria, está a levodopa 100 mg + benserazida 25 mg (cápsula de liberação prolongada), com estoque para seis meses. Outra fórmula obtida pelo governo de Pernambuco é a levodopa 100 mg + benserazida 25 mg (comprimido dispersível), com estoque suficiente para abastecer os pacientes por dois meses.
A última forma de apresentação é a levodopa 200 mg + benserazida 50 mg (comprimido convencional simples), que já teve sua licitação concluída e está em fase final de aquisição, aguardando conclusão dos trâmites para entrega pelo fornecedor.
Fonte: G1



