Queixas estruturais relativas ao Hospital Otávio de Freitas estão sendo feitas ao Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) desde o último mês de dezembro. A insalubridade do ambiente dificulta o trabalho médico, o bem-estar e a recuperação dos internos.
O presidente do Simepe se reuniu com os médicos, que relataram as dificuldades vividas há cerca de duas semanas. A principal queixa é a falta de ar-condicionado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A situação é perigosa, já que pode agravar o quadro de saúde dos pacientes, por meio de hipermetropia ou infecção hospitalar.
Após a denúncia, o Simepe, em conjunto com o Cremepe, realizou uma fiscalização in loco e constatou a dimensão do problema apresentado pelos médicos. Durante a verificação, o secretário de Saúde de Pernambuco, entrou em contato com as entidades médicas no intuito de solucionar a problemática.
Ainda durante a fiscalização, as entidades médicas, o corpo clínico e a Secretaria de Saúde deliberaram, em conjunto, o respaldo à decisão dos médicos de não admitir novos pacientes na UTI adulto enquanto o problema não for resolvido. O laudo geral da fiscalização realizada pelas entidades médicas será divulgado na próxima semana.
O gestor do hospital informou, sobre o ar-condicionado, que equipes de engenharia e manutenção já foram encaminhadas ao local para tentar resolver a questão o quanto antes. A situação do HOF é crítica, não se limitando a UTI, que deveria ser o lugar com mais salubridade, o banheiro usado pelo público, por exemplo, está imundo. Além disso várias pessoas relatam a falta de compromisso do hospital no que se trata sobre a entrega,realização e marcação de exames, segundo denúncias de pacientes.
Fonte: Folha de Pernambuco



