Moradores do bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife, protestaram em frente ao posto de saúde Fernandes Figueira, nesta sexta-feira (17), contra as condições de atendimento e o número insuficiente de vagas para atendimento. Segurando cartazes, alguns pacientes denunciaram a venda de lugares na fila por valores que variam entre R$ 20 e R$ 50.
De acordo com alguns pacientes, muitas pessoas utilizam pedaços de papelão para dormir na fila e tentar alguma das 50 vagas disponíveis para atendimento. No local, há duas especialidades, a clínica geral e ginecologia, mas há estrutura para outras especialidades. O que falta é efetivo médico.
Professor aposentado, Geraldo Barbosa afirma que, por causa da precariedade no atendimento, quem tem condições vai para consultórios particulares. Quem não tem, no entanto, acaba chegando ao posto na noite anterior para conseguir atendimento.
“Há um consultório odontológico e um pediátrico, todos novos, mas não há médicos para essas especialidades. Tem gente que chega ao posto às 20h, para tentar a vaga no dia seguinte. A situação está precária”, disse.
O G1 entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Recife, responsável por gerenciar a unidade, que afirmou ser “prática de venda de fichas é ilegal”. A secretaria recomendou que a “comunidade denuncie nominalmente quem faz essa prática, para que o fato seja apurado. Sobre o atendimento pediátrico, Secretaria de Saúde do Recife informa que será realizado novo concurso público que terá vagas para pediatras e cardiologistas. Também haverá mudança no sistema de marcação para evitar que pessoas cheguem de madrugada, com vagas ofertadas no turno da tarde”.
Sobre o atendimento odontológico, “o mesmo será regularizado tão logo o profissional retorne da licença médica. Os usuários podem procurar, até lá, os serviços da Policlínica Agamenon Magalhães, Unidade de Saúde da Família da Ceasa e Bido Krause”.
Fonte: G1



