Pacientes ganharam nariz artificial

Tra- queostomizados do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCPE) receberam, ontem, equipamentos que funcionam como narizes artificiais. São homens e mulheres que perderam a capacidade de respirar pela forma tradicional e, depois de cirurgia, a condução do ar para os pulmões é por meio da abertura de um orifício no pescoço, o chamado traqueostoma. A respiração se dá sem a proteção natural do nariz e o ar acaba entrando com impurezas direto para o pulmão e deixando o paciente mais suscetível a doenças e desconforto respiratório. Segundo a coordenadora de fonoaudiologia do HCPE, Roberta Borba, com o nariz artificial, também chamado de HME, os ganhos dos pacientes são a melhoria da função pulmonar, da fala, redução da tosse e da produção de mucosidade. “Ele é mais higiênico e melhora também a qualidade de vida. Além disso, diminui os riscos do paciente adoecer, porque cuida da saúde pulmonar”, disse. O dispositivo consiste em um adesivo que é colado no pescoço e onde depois é acoplado o HME, que tem o formato de uma tampa de plástico. Nele está uma esponja e orifícios que permitem a respiração e facilitam a fala. Esta esponja filtra e aquece o ar que chega aos pulmões. A distribuição dos aparelhos aos traqueostomizados foi possível graças a uma parceria com uma empresa privada que produz os equipamentos. Cada pessoa recebeu um kit com 20 unidades.

Fonte: Folha de Pernambuco

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