Na região Sudeste, entre 2010 e 2015, foram fechados 13.086 leitos de internação e, no Nordeste, 6.948. As especialidades mais afetadas, em escala nacional são a psiquiatria, a pediatria cirúrgica, obstetrícia e cirurgia geral.
O presidente do CFM, Carlos Vital, atribui a redução ao financiamento e gestão inadequados dos recursos destinados à saúde. “Há necessidade de mais orçamento para a saúde no Brasil e há que se ter também uma competência administrativa para a correta escolha das prioridades e essa competência, se existe nesses últimos anos, o governo tem escondido muito bem. E um controle e avaliação eficaz para impedir a alarmante escala da corrupção que atinge a área da saúde”, disse.
Pela manhã, o recém-empossado ministro da Saúde, Ricardo Barros participou de um evento em Brasília e comentou com jornalistas o levantamento que seria divulgado pelo CFM. Segundo Barros, a solução passa pelo aprimoramento da gestão. “Existem UPAs fechadas, existem postos de saúde e unidades básicas de saúde fechadas, existem ambulâncias do Samu paradas, existem equipamentos comprados encaixotados em unidades de saúde. Esse dinheiro que está mal aplicado e que não alcançou ainda o seu objetivo nós vamos priorizar para que não haja uma visível má aplicação do recurso público”, afirmou. (Agência Brasil)




