BRASÍLIA (AE) – O Conselho Federal de Medicina acusou ontem o Ministério da Saúde de deliberadamente dificultar a inscrição de profissionais brasileiros no programa Mais Médicos. O órgão decidiu pedir a intervenção do Ministério Público e uma investigação da Polícia Federal e quer a reabertura das inscrições para os brasileiros.
O presidente do órgão, Roberto d’Ávila, afirmou que os vários problemas encontrados por médicos que tentavam fazer a inscrição no Brasil não aconteciam quando o acesso era feito com um IP (registro do computador) do exterior. “Temos informações que quem acessou por um IP do exterior não teve nenhuma dificuldade. Não é possível que mais de oito mil médicos brasileiros que tenham tentado se inscrever não consigam por um problema na internet. Faz desconfiar de uma ação proposital”, acusou. Além disso, segundo D’Ávila, foram detectados erros na validação de dados dos formulários e no envio de documentos.
“Eu lamento porque é uma crítica absolutamente inconsistente e vazia”, respondeu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em nota, o Ministério da Saúde informou, ainda, que a visualização da página do programa era mais rápida no Brasil que no exterior e que o sistema reconhecia sinais gráficos e letras maiúsculas e minúsculas.
Em um balanço divulgado ontem, o ministério informou que já foram selecionais os primeiros 626 municípios que receberão médicos, com 1.753 vagas. Dessas, 51,3% são no interior do País e considerados de maior vulnerabilidade social. O restante fica na periferia de capitais e nas regiões metropolitanas. A primeira fase do programa encerrou com 4,6 mil inscritos.
Fonte: Folha de Pernambuco



