Para lidar com a febre reumática

O estudante Márcio Gomes tem apenas 12 anos e passou por uma cirurgia cardíaca no mês de maio. Ele descobriu que tem sopro no coração quando tinha 5 anos. Mas a origem é mais grave. O garoto é portador da febre reumática. Uma doença ainda pouco lembrada, mas que a Prefeitura do Recife está em mobilização para qualificar a atenção dos médicos especialistas e outros profissionais de saúde a esses pacientes.
A abertura do seminário, que teve como tema Recife no combate à febre reumática, aconteceu ontem. A programação segue até hoje. O objetivo do evento, segundo o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, é sensibilizar os profissionais da área a fim de potencializar o tratamento, além de informar à sociedade sobre a existência da patologia. Hoje, haverá intevenções de conscientização nos Compaz do Alto Santa Terezinha e do Cordeiro, às 9h e às 11h, respectivamente.
O prefeito do Recife destacou a importância do tratamento da doença na atenção básica para evitar as complicações causadas pelo agravamento dos sintomas. “É um trabalho preventivo, possível de ser feito pelos pais, pelas mães, por toda a sociedade, nas escolas e também nas nossas unidades de saúde. Por isso, é fundamental para que a gente evite que tantas pessoas precisem fazer cirurgias cardíacas e também melhorem sua qualidade de vida”, disse Geraldo Julio, acrescentando que 40% das cirurgias de coração feitas no Recife são decorrentes dos avanços da febre reumática.
O secretário Jailson Correia  alertou para o combate à doença. “Uma vez tendo febre reumática, é preciso garantir a cada 21 dias a dose da penicilina benzatina. Esse é o antibiótico aplicado para que a pessoa não tenha contato com a bactéria novamente, porque a febre reumática pode desenvolver inflamações mais graves. Por isso, estamos reunidos com os profissionais neste seminário, porque informação é a melhor forma de combate”, defendeu Jailson Correia.
Apesar da dor que a bezetacil provoca nas aplicações, Márcio Gomes já se diz acostumado. Para ele, é melhor do que o sofrimento dos sintomas da febre reumática.  Quem também convive com a doença é Camile Ferreira, 13. A estudante tem sopro no coração, mas acredita que poderia ter consequências piores se não tivesse sido tratada desde cedo. A adolescente descobriu a doença aos 8 anos e, hoje, recebe o tratamento pela rede pública de saúde. “Sou muito bem atendida pelos profissionais e me sinto muito melhor”, afirmou.

Fonte: Diario de Pernambuco

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