Para não ficar na contramão

Por mais que o Conselho Regional de Medicina afirme que não está facilitando ou dificultando, apenas cumprindo a burocracia na concessão do registro provisório dos inscritos no Mais Médicos, é evidente a má vontade das entidades de classe em relação ao programa do governo federal.

Os dois principais argumentos das entidades contra a iniciativa são fundamentados em verdades. As mazelas da saúde pública vão além da ausência de profissionais. E o debate sobre o tema foi contaminado por aspectos eleitorais. Cenas de médicos estrangeiros sorridentes, ao lado de pacientes mais sorridentes ainda, vão estampar a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Mas as duas críticas não são suficientes para justificar uma postura de permanente confronto, mesmo que dissimulado. Está provado que, nos recantos do País, há uma necessidade de médicos. Está mostrado também que a maioria da população vê com bons olhos o programa, principalmente os mais necessitados. Recente pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes fixou em 73% os que aprovam.

A fase do debate sobre legalidade e eficiência do Mais Médicos já passou. Numa democracia, os vencidos se juntam à maioria em favor dos interesses em comum. Ainda é tempo das entidades reverem a postura, sob pena de perderem o bonde da história.

Fonte: JC / JC nas Ruas

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