Esperança é o que move os cerca de 300 pacientes de Parkinson no Estado na busca de novos tratamentos para diminuam os sintomas da doença, ou da possibilidade de cura do mal. Todos esses homens e mulheres fazem parte da Associação de Parkinson de Pernambuco (APP) que organizou o 2ª Simpósio Nacional de Pesquisa na Doença, que vai até sábado. O encontro é uma nova oportunidade de discutir avanços no acompanhamento dos portadores da enfermidade, e envolve discussões sobre novidades medicamentosas, procedimentos cirúrgicos e tratamentos nutricionais combinados. O seminário será no auditório do Hospital Português, no Recife, e aberto à classe médica, estudantes e público em geral.
O acadêmico e neurologista Márcio Andrade destacou o esforço que os pesquisadores têm feito ao longo dos anos na busca de respostas sobre a doença, e acredita que a engenharia genética terá papel primordial para avanços de técnicas de controle do Parkinson. Um dos fatos comemorados foi a identificação da relação entre a doença à mutação de um gene para a proteína alfa-sinucleína. A descoberta já tem orientado acadêmicos a suprimir essa deficiência antes que o Parkinson apareça. “Tudo isso abre espaço para esperança de cura, mas ela ainda é mais distante”, disse.
Fonte: Folha de Pernmbuco



