Parlamento surpreso

A manifestação do CFM caiu como uma bomba no Congresso, reacendendo o debate sempre acalorado em torno do aborto. Câmara e Senado têm hoje 19 propostas ativas sobre o tema – algumas extinguindo a punição e outras que até pretendem fazer da interrupção voluntária da gestação um crime hediondo. Integrantes da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto anunciaram que convocarão o CFM para prestar explicações e que vão fazer um protesto nas ruas, em junho. Enquanto no Legislativo o barulho foi intenso, o governo preferiu silenciar. A Secretaria de Direitos Humanos, a  de Políticas para as Mulheres e o Ministério da Saúde recusaram-se a comentar o assunto.

O líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI), classificou a matéria como “muito delicada” para o Parlamento, lembrando do peso da religião na opinião pública. “Há uma ampla maioria aqui que, ou por convicção ou por princípio religioso no entendimento do que seja a vida, é contra (o aborto).”
Relator da reforma do Código Penal, o senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que defende “a vida e o direito de existir”. Mas ressaltou que caberá aos deputados e senadores avaliar o projeto. Entre as propostas no Congresso, a maioria tende a endurecer a punição da mulher que pratica o aborto. Um dos projetos, por exemplo, quer tornar crime a interrupção da gestação decorrente de estupro, uma situação que é permitida pela lei brasileira.

Fonte: Diario de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas