Pelo direito de nascer

 

Foto: Arquivo

Uma homenagem digna de todas as mulheres – não somente hoje, no dia delas – seria o governo e as prefeituras definirem um plano consistente para acabar com o drama observado diariamente na rede materno-infantil do SUS. Esta semana, após denúncias de médicos, o sindicato da categoria constatou a superlotação na maternidade do Hospital Barão de Lucena. Havia gestantes internadas no bloco cirúrgico e até na sala de pré-parto.

Na maternidade de alto risco do Hospital Agamenon Magalhães havia quatro vezes mais gestantes do que a capacidade de internação. Na municipal Barros Lima, em Casa Amarela, grávidas estavam instaladas em macas e cadeiras por falta de leito, cena bastante comum nessa unidade. Embora o Sindicato dos Médicos tenha cobrado providências ao Ministério Público e fiscalização ao Cremepe, é difícil acreditar em solução a curto prazo. Afinal, não é de hoje que a rede está sobrecarregada e o Estado e municípios não conseguem rearrumar. Quando um serviço abre, outro fecha.

Jaboatão ficou cinco anos sem uma maternidade 100% do SUS. Quando reabriu, a de São Lourenço da Mata (Petronila Campos) já estava fechada para reforma e continua assim há mais de um ano. Sem alternativa, gestantes comuns correm para unidades de risco como o Cisam, comprometendo o funcionamento da rede. Daqui a pouco, ninguém terá mais onde nascer nesse Estado.

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