Pente-fino vai gerar economia de R$ 6 bi

BRASÍLIA – O pente-fino em benefícios previdenciários e assistenciais vai gerar uma economia de R$ 6,2 bilhões por ano, de acordo com cálculos do governo interino. As projeções do impacto se referem aos gastos atuais da União com auxílio doença, aposentadoria por invalidez de longa duração e como Benefício de Prestação Continuada (BPC). A revisão do benefício para trabalhadores que estão temporariamente afastados por problemas de saúde vai permitir a redução de 30% dos custos atuais, o que significa uma redução de R$ 3,955 bilhões do que é pago anualmente. Já na aposentadoria por invalidez, a projeção é de que somente 5% do gasto sejam revertidos, já que a revisão desse tipo de perícia é mais incomum. Nesse caso, o impacto será de R$ 2,340 bilhões. Em relação ao BPC, pago a pessoas com mais de 65 anos que não contribuíram com a Previdência Social, a economia estimada é de R$ 800 milhões por ano, o equivalente a 2% do total de benefícios pagos atualmente. Reforma De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, as medidas anunciadas têm o objetivo de “colocar uma tampa sobre os ralos que estão abertos” com pagamentos e gastos desnecessários. “Iniciamos hoje o que resolvemos chamar de fazer o dever de casa. A parte do Estado do que tange à gestão”, disse. Na semana passada, Padilha havia anunciado a intenção do governo de promover um “pente fino” nos benefícios previdenciários, entre eles o auxílio-doença. Na ocasião, o ministro afirmou que levantamentos preliminares indicavam falhas na concessão dos benefícios, e que seria necessário revisar os cadastros.

Fonte: Folha de Pernambuco

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