Peritos do IML param atividades

A liberação de corpos nos Institutos de Medicina Legal (IMLs) do Estado estará mais lenta hoje, e no Instituto de Criminalística (IC) só funcionarão os serviços de flagrante. Peritos criminais e médicos legistas fazem uma paralisação de advertência das 7h às 19h, quando realizam assembleia para decidir se decretam greve geral. Os profissionais querem pressionar o governo a negociar melhorias salariais e de condições de trabalho.

“O governo negociou com algumas categorias da Polícia Civil (agentes, papiloscopistas, auxiliar de peritos, escrivães, delegados), mas deixou os peritos criminais e médicos legistas de fora. Não fazíamos paralisação há seis anos, mas precisamos partir para o confronto e se o governo não nos chamar para conversar, devemos radicalizar”, declara o presidente da Associação de Polícia Científica de Pernambuco (Apoc-PE), Enock José dos Santos.

Segundo ele, estarão parados serviços de informática, coleta forense, balística e perícia de documentos. “Já apresentamos nossa pauta de reivindicações, que tem como base a melhoria do Plano de Cargos e Carreiras, de pessoal e de condições de trabalho. Se o governo não apresentar projeto para nossa categoria até o dia 20, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, vamos ficar com os salários congelados por 20 anos e daqui a pouco entramos em extinção”, observa.

“Nosso quadro de pessoal, por lei, é de 270 peritos, mas só temos 113 na ativa, pois os profissionais vão se aposentando e o Estado não repõe. E ainda há 30 pessoas que podem se aposentar a qualquer momento. A categoria está se esvaindo, fazendo o máximo para dar conta do serviço e não é reconhecida”, critica o sindicalista.

Enock também denuncia condições de trabalho insalubres. “Há parecer do Ministério Público do Trabalho recomendando a interdição do IC. No ano passado, um funcionário morreu de infecção generalizada e outros adoeceram. A Justiça do Trabalho pediu vistoria para confirmar essas condições. No IML, é ainda pior. Faltam luvas e material de proteção em geral. Não tem nada”. A assembleia da categoria acontece no auditório do IML do Recife.

O JC não conseguiu contato com a Secretaria de Administração para obter um posicionamento do Estado sobre a questão.

Fonte: Jornal do Commercio

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