A menos de 20 dias do fim da 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra Gripe, só 332.386 pessoas procuraram os postos de saúde em Pernambuco, segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, com dados atualizados na manhã de ontem. O número representa apenas 14,26% do público-alvo, formado por quase 1,9 milhão de pessoas consideradas mais vulneráveis para complicações da gripe no Estado, onde a cobertura vacinal (percentual da população que está vacinada) está abaixo do índice nacional, de 27,5% até o momento. Ou seja, cerca de 13,6 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil, de um total de 54,2 milhões do público-alvo.
A meta, este ano, é vacinar 90% desse público até o dia 26, quando termina a campanha. O Dia D de mobilização nacional para vacinação ocorre sábado. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta para a importância do público-alvo se imunizar dentro do prazo, a fim de evitar gripe e possíveis agravamentos. “É de fundamental importância que a população-alvo busque, o quanto antes, os postos de vacinação para garantir a proteção contra a influenza, principalmente neste período, que antecede o inverno”, destaca.
Os Estados do Sul, Paraná (53,1%), Rio Grande do Sul (47,2%) e Santa Catarina (43,3%) estão com a maior cobertura vacinal do País até o momento. Entre os públicos-alvo, os profissionais de saúde registraram a maior cobertura vacinal no Brasil, com 1,5 milhão de doses aplicadas, o que representa 37,3% desse grupo, seguido pelos idosos (34,5%) e puérperas (30,7%), que são as mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto. Ainda no País, os grupos que menos se vacinaram são indígenas (13,9%), crianças (15,9%), professores (16,6%) e gestantes (22,9%).
Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores.
A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). São prioridade os mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.
Fonte: Jornal do Commercio



