Pernambuco é o estado que tem a maior taxa de câncer de mama do NE

Nunca passou pela cabeça da procuradora Flávia Pereira, 35 anos, a possibilidade de ter câncer. Distante de preencher qualquer critério de fator de risco, ela foi surpreendida com um câncer de mama. À primeira vista, o impacto e a tristeza. Em seguida, a força gigante para ultrapassar o tratamento com sucesso. Hoje, quatro anos depois da notícia e finalizadas as sessões de quimioterapia e radioterapia, a procuradora usa a experiência para ajudar outras mulheres na mesma situação.

O câncer de mama é o tipo de neoplasia que mais acomete as mulheres. Neste ano, estão estimados pelo menos 57 mil novos diagnósticos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Em Pernambuco, serão pelo menos 2,4 mil novos casos neste ano. O estado é o que tem a maior taxa de incidência do Nordeste, com 51,64 novos casos para cada grupo de 100 mil mulheres. Informação e conscientização sobre a importância de realizar os exames preventivos são o segredo para enfrentar a doença. O assunto começa a ser reforçado hoje, no Outubro Rosa.

Quando os tumores são pequenos, normalmente abaixo de um centímetro, a cura é acima de 90%. Para detectar esse tipo de tumor, o recomendado é que a mulher faça a mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. No Brasil, existem 2507 mamógrafos, aparelhos que realizam o exame. A recomendação é de um equipamento para cada 240 mil mulheres, ou seja, o país tem o dobro da média desejada. Mesmo assim, muitas mulheres ainda não fazem o exame.

“O problema é que eles estão mal distribuídos. As pequenas cidades do interior ficam desprovidas. O impacto disso é perceptível na taxa de mortalidade. Em capitais como o Recife, a curva está diminuindo. Enquanto no interior, aumenta”, analisa o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia Regional Pernambuco, Marcos Antônio Almeida.

Cerca de 2,5 milhões de mamografias são realizadas em mulheres entre 50 e 60 anos, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), representando 25% do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). “O diangóstico precoce é fundamental, pois sabemos que 20% dos casos evoluem para metástase”, alertou Almeida.

Alertando também para a importância da reconstrução mamária imediata após a cirurgia. “O impacto psicológico da perda da mama é grande. A reconstrução é prevista em lei e ajuda a autoestima dessas mulheres.” Flávia fez a cirurgia para retirada das mamas e a reconstrução. Passou oito meses de tratamento e viu os cabelos caírem. “Tem que ter força para encarar o tratamento com firmeza. É grave, mas tratável. É possível passar por isso e continuar a vida normalmente”.

Fonte: Pernambuco.com

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