Pernambuco suspende férias de servidores da saúde, mas mantém eventos com até 3 mil pessoas: ‘é inadmissível’, diz sindicato de médicos

Pernambuco proibiu férias de servidores da Secretaria Estadual de Saúde, a partir de 1º de fevereiro. A portaria, publicada nesta sexta-feira (28), usou como justificativa o agravamento da pandemia. Na quinta-feira (27), no entanto, o estado prorrogou o protocolo de restrições que prevê eventos com até 3 mil pessoas e anunciou a volta às aulas presenciais. Essa atitude provocou a reação de médicos.

Por meio de nota, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) criticou a medida do governo e classificou de “inadmissível”.

Segundo a entidade, “as prioridades estão invertidas e não há o menor cuidado para que o cenário pandêmico seja revertido”.

“Manter a liberação de eventos só traz consequências negativas para a saúde”, afirmou o comunicado da entidade (veja a nota completa no fim da matéria).

Nesta sexta-feira (28), o estado bateu recorde de média móvel de casos diários confirmados desde o início da pandemia.

Na mesma edição do Diário Oficial do Executivo estadual em que determinou a suspensão das férias de médicos e outros profissionais de saúde, o governo afirmou que “o novo coronavírus está em franca aceleração, com um forte impacto nos casos leves”.

Dados publicados pelo governo apontam que a positividade para a doença, “que estava abaixo de 20% na semana passada, com o avanço da ômicron, aumentou em 37%”.

“Nos centros de testagem estaduais, de cada 100 testes realizados, 35 dão positivo”, informou o governo no texto do Diário Oficial.

Para editar a portaria, o governo levou em consideração o decreto nº 50.050, de 22 de dezembro de 202,1 que manteve a declaração de situação anormal, caracterizada como “estado de calamidade pública”, no estado. Também alegou a “necessidade de manutenção e prestação de serviços públicos”.

A suspensão das férias tem duração de até 60 dias, segundo a portaria 50, de 27 de janeiro de 2022. Ainda segundo o documento, a medida vai valer “até nova determinação”.

Fonte: Blog do Júnior Cavalcanti

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