Petrolina: médicos aguardam assinatura do TAC no Ministério Público do Trabalho

Médicos  do Hospital Universitário do Vale São Francisco/Petrolina  vão  continuar o movimento de cobrança de melhorias estruturais junto ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). A decisão da categoria foi tomada em Assembleia Geral, segunda-feira (17), sob a coordenação do diretor regional do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), José Alberto Vieira Rosa.  Durante a reunião, os profissionais sinalizaram com a possibilidade de retomar os pedidos de demissão coletiva caso o ISGH atrase novamente os pagamentos dos salários.

Os profissional da  unidade de saúde aguardam a assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) marcado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para a próxima quinta-feira (20) junto ao Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), à Universidade Federal do Vale do São Francisco e ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). Os médicos reivindicam o compromisso de que os pagamentos sejam efetuados até o 5º dia útil de cada mês.

Insatisfatórias

“O Simepe defende que, através do TAC,  sejam acordadas propostas de melhorias de infraestrutura, com prazos  e compromissos financeiros/administrativos acordados entre as partes envolvidas. ”, assinalou José Alberto. Ele lembrou, ainda, que os profissionais  continuam atuando em  condições de trabalho insatisfatórias no que diz respeito à assistência médica à população.

O representante do sindicato afirmou ainda que há médicos terceirizados por pessoa jurídica que ainda não receberam o pagamento de dezembro. A possibilidade de saída em massa da equipe médica ainda não está descartada, segundo o diretor regional do Simepe.  “O TAC envolve não só a regularização dos pagamentos, como as condições de trabalho e a efetividade da resolução de outros problemas. Vamos aguardar até onde vai”,  pontuou.

Posicionamento

Além disso, os médicos querem um posicionamento definitivo do MPT, adequação do número de monitores aos leitos na sala de recuperação, aumento do número de oxigênio e de leites na sala vermelha, bem como a garantia de material e roupas cirúrgicas.

Mais de 100 médicos compõem o quadro do HU. “Mesmo com o pagamento dos salários, os médicos já sinalizam o anseio em pedir o desligamento do HU, pois não temos muita esperança na empresa que vai assumir o hospital. Os novos contratados receberão salário inferior ao que é pago e nenhum profissional aceita isso”, criticou o sindicalista.

Foto: Gazetta/Arquivo

 

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