Petrolina: médicos do Hospital Universitário anunciam demissão coletiva

Os médicos do Hospital Universitário do Vale do São Francisco, antigo Hospital de Urgência e Trauma (HUT), voltaram a se reunir em Assembleia Geral (AGE), na noite desta segunda-feira (10/02), no auditório da unidade de saúde e decidiram encaminhar pedido de demissão coletiva à gestão. A decisão é o resultado da falta de comprometimento do Ministério da Saúde (MS) que não repassa os recursos e do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), que não promove melhorias a unidade e atrasa frequentemente  os salários dos profissionais.

De acordo com o diretor do Simepe, Tadeu Calheiros, a categoria estabeleceu um prazo, até a próxima segunda-feira (17/02), para que o ISGH e a reitoria da Univasf se posicionem definitivamente sobre as condições precárias da unidade de saúde  e o recorrente problema dos atrasos nos pagamentos dos salários dos médicos.

“A categoria defende que seja firmado um Termo de Ajustamento e Conduta (TAC) entre o Simepe, a gestão e o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual esteja acordado o compromisso de efetuar os pagamentos até o 5º dia útil do mês e as propostas de melhorias com prazos determinados na estrutura do hospital”, reforçou o diretor.

Dentre as reivindicações da categoria, os médicos destacaram alguns pontos, como: adequar o número de monitores aos de leitos na sala de recuperação, aumentar o número de pontos oxigênio e de leitos na sala vermelha, utilizar 100% da capacidade dos leitos das enfermarias , além de garantir material e roupa cirúrgica.

Para o diretor regional do Simepe/ Petrolina, José Alberto Rosa, a situação chegou ao limite e os médicos não compactuarão com o descaso. “Já denunciamos na imprensa as condições do hospital, inclusive, os problemas trabalhistas. O Cremepe realizou uma fiscalização a nosso pedido e estamos aguardando o relatório. Porém os problemas chegaram ao esgotamento”, pontuou.

Caso não haja um posicionamento da gestão, os médicos irão protocolar os pedidos de demissão já na próxima segunda-feira (17/02), data da nova AGE. Já os profissionais com vínculos de pessoa jurídica irão protocolar o pedido de rescisão contratual, com prazo de 30 dias para interrupção dos serviços.

“Já notificamos todos os órgãos interessados (Ministérios Públicos Federal e do Trabalho) sobre a situação dos profissionais e do HU e esperamos que o cenário seja revertido”, ponderou Tadeu Calheiros.

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