Plano popular com mais debate

A proposta de uma espécie de “plano de saúde acessível”, com custos e coberturas menores que o obrigatório definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), estava quase virando realidade. Foi quando a criação de um grupo de trabalho (GT) pelo Ministério da Saúde – que não incluía representantes dos consumidores de planos – gerou polêmica entre todos do setor. Ainda nesta semana, associações de consumidores criticaram não só a ideia do projeto como também a falta de representação. Após o burburinho, o Ministério da Saúde convidou outras instituições para compor o grupo. “É importante para que não haja retrocessos aos direitos dos usuários”, comentou a coordenadora institucional da associação de consumidores Proteste, Maria Inês Dolci. Antes, o debate seria só entre o próprio Ministério, a ANS e a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSEG) – conforme publicado no Diário Oficial da União na última sexta-feira. Agora, segundo o Ministério da Saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Medica Brasileira (AMB), Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também farão parte. A medida, segundo Ricardo Barros, permitirá colocar entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões por ano na saúde pública. “Não haverá um modelo estabelecido pelo Governo”, destacou. O debate durará 60 dias.

Fonte: Folha de Pernambuco

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