Minimizar a transmissão da febre chikungunya em Pernambuco e reduzir a taxa de letalidade da dengue são os objetivos centrais do Plano de Contingência da Chikungunya e Dengue 2015, lançado ontem pela Secretaria de Saúde (SES). O plano prevê capacitação das equipes de saúde e conscientização da população para evitar a proliferação dos mosquito Aedes aegypti, que transmite esses males. O investimento é de R$ 6 milhões.
Estruturada em quatro eixos, a estratégia contempla vigilância ao vetor e aos casos suspeitos, assistência ao paciente e mobilização social para o controle do mosquito. A chikungunya, diagnosticada no Brasil este ano, tem sintomas comuns à dengue, como dores e febre, mas atinge mais as articulações, gerando inchaço e dores intensas nas mãos e pés.
Embora represente risco de morte menor, o vírus preocupa a SES. “As pessoas que adoecem podem ficar meses sem conseguir ter vida normal, porque as dores são muito fortes”, disse Roselene Hans, diretora-geral de Controle de Doenças e Agravos da SES. “90% dos focos dos mosquitos estão em casas. Precisamos da ajuda da população para evitar novos casos”, acrescenta.
Até agora, dois casos de chikungunya foram confirmados em Pernambuco. Os pacientes foram infectados fora do estado. Quatro suspeitas estão sendo investigadas em Petrolina e na RMR. O Sertão tem maior concentração de municípios infestados com mosquitos.
De acordo com a SES, 666 profissionais de saúde já foram capacitados e a expectativa é que até o fim do ano o número seja de cinco mil. A secretaria investirá em insumos e leitos, se necessário. Pacientes com suspeita devem procurar postos, UPAs e policlínicas. O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) realizará os exames. Casos graves serão tratados em 11 hospitais do estado.
Fonte: Diario de Pernambuco



