BRASÍLIA (ABr) – A partir de janeiro de 2014, planos de saúde que atuam no País terão que ofertar 36 medicamentos orais indicados em terapias contra o câncer, usados por pacientes em tratamento domiciliar. A mudança faz parte da ampliação do rol de procedimentos obrigatórios a serem ofertados pelas operadoras. A medida foi anunciada ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Ministério da Saúde. De acordo com o diretor-presidente da ANS, André Longo, esses serviços passam a vigorar após consulta pública e aprovação da resolução normativa.
Segundo o dirigente, a consulta pública não vai alterar a decisão, podendo servir para ampliar a lista divulgada ontem. Os remédios têm 54 indicações contra o câncer, entre esses os de próstata, mama, pulmão, rim, estômago, pele, câncer colorretal, leucemia e linfoma. Os medicamentos servem de alternativa ou de complemento a outros tratamentos, como quimioterapia e radioterapia.
Pelo rol atual, os planos de saúde só são obrigados a conceder o tratamento oral contra o câncer em locais de serviço de saúde. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a inclusão de tecnologias e medicamentos no rol de procedimentos dos planos não deve provocar reajuste para o consumidor.
Fonte: Folha de Pernambuco



