“O procedimento normal em casos semelhantes é redobrar a vigilância sobre o paciente e depois encaminhá-lo a uma unidade de apoio psiquiátrico, como o Hospital Ulysses Pernambucano, na Tamarineira. No local, a pessoa recebe o parecer do médico psiquiatra, que decidirá pelo acompanhamento ambulatorial ou pela internação”, explicou o diretor do HR, Miguel Arcanjo. O diretor acrescentou, no entanto, que a equipe de atendimento médico não pode invadir a privacidade do paciente e entrar no banheiro junto com ele. Nenhuma das janelas do hospital tem grades.
Investigação
O perito do Instituto de Criminalística (IC) André Amaral afirmou que a hipótese de homicídio foi descartada. “A porta do banheiro estava trancada por dentro e não havia nenhum sinal de arrombamento. Além disso, no corpo também não havia nenhum sinal de luta corporal”, afirmou.
De acordo com a delegada titular da Delegacia do Espinheiro, Silvana Carla, no inquérito serão ouvidos funcionários do hospital, familiares e o médico responsável pelo procedimento cirúrgico. “Estamos trabalhando com a hipótese de suicídio, mas será investigada se houve negligênciapor parte dos funcionários na guarda do paciente”, disse. Caso a suspeita seja confirmada, pode haver indiciamento por homicídio culposo.
Através de nota divulgada à imprensa, o HR informou que estava à disposição da família do paciente e das autoridades policiais e judiciárias para esclarecimentos. Ontem, a equipe de serviço social da unidade procurou a família do paciente para comunicar o que havia acontecido. A mãe de Fábio estava no trabalho quando recebeu a ligação da equipe do HR.
Fonte: Diario de Pernambuco



