Ser um bebê prematuro não é uma das coisas mais fáceis. Nascer antes do tempo traz uma certa insegurança para os pais e, para os pequenos, qualquer chance de se sentir melhor é bem-vinda. Pensando nisso, uma maternidade em Curitiba passou a colocar polvos de crochê para os bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.
Essa ideia surgiu na Dinamarca, em 2013, através de um grupo de voluntários que doam os polvos em unidades neonatais do País e da Groenlândia. De acordo com o site do projeto, os tentáculos do animal em forma de crochê são parecidos com o cordão umbilical e permitem que os prematuros lembrem do período que passaram no útero da mãe. A iniciativa, segundo alguns médicos, tem tido bons resultados no quadro clínico dos bebês.
Segundo o médico Rubens Kliemann, em entrevista ao G1, a humanização do serviço é de bastante importância para a vida do bebê. Já a coordenadora da UTI Neonatal da maternidade em Curitiba afirmou que foi possível observar uma maior calma dos bebês.
Confecção dos polvos
O ateliê da designer gráfica Dani Dalledone produz voluntariamente os polvos de crochê, que antes de irem para a incubadora, são esterilizados.
A designer não tem filhos, mas se sensibilizou com as histórias dos prematuros. Em entrevista ao UOL, Dalledone afirmou que a ideia sempre foi de fazer a doação. “É tudo feito de forma voluntária. Como eu tenho muitos fios, distribuí os que tinha”, comenta Dani.
Polvos no Recife
O mesmo trabalho é desenvolvido em Pernambuco. Para ajudar o Amar Recife, as informações são: Agência: 1835-X; Conta Corrente: 59.262-5; CNPJ: 25.144.009/0001-05; Razão Social: AMAR – ALIANÇA DE MÃES E FAMÍLIAS RARAS
Fonte: Jornal do Commercio



