População sofre com a falta de atedimento

A reportagem daFolha percorreu, na tarde de ontem, algumas unidades de saúde pública do Recife, registrando, além da ausência dos profissionais, muitas dúvidas e reclamações dos pacientes. No Centro de Saúde Waldemar de Oliveira, localizado no bairro de Santo Amaro, área central da Cidade, a aposentada Edvalda de Oliveira, de 58 anos, veio em busca de atendimento para o filho, que precisava de curativos. “Acho que eles podem lutar por melhorias, mas deixar a população sem suporte é um absurdo”, criticou. A dona de casa Jessani Guimarães, 45, aguardava impaciente para ter a pressão aferida. “Aqui já é sempre demorado, mas agora sem enfermeiros a situação piorou muito. Vamos esperar até morrer?”, indagou irritada. Já o vendedor Antônio Leonel, 44, precisava de ajuda para a transcrição de medicamentos. “Sem o preenchimento dos formulários o remédio não é liberado. Quem está doente tem pressa!” disparou.

Na Unidade de Saúde da Família União das Vilas, instalada no bairro do Espinheiro, na Zona Norte da Capital, o clima era de completo vazio. Aos cinco meses de gestação, a operadora de caixa Eliane Correia, 25, seguia aborrecida pela rua, após receber a negativa para o seu atendimento de prénatal. “Os postos estão mesmo muito abandonados. Eles não reformam e ainda não pagam direito aos funcionários. No final, nós é que somos penalizados”, considerou. Ainda conforme o Seepe, as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que não interromperam seus serviços, trabalham com fitas na cor preta amarradas no braço ou ainda camisetas, indicando o seu apoio ao comando de greve.

Fonte: Folha de Pernambuco

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