Prevenção deve ser intensificada

O aumento de 190% de casos de dengue nas sete primeiras semanas deste ano, comparadas com o mesmo período de 2012, atesta a necessidade de se intensificar medidas de prevenção. Especialistas destacam que os números podem significar um relaxamento da população e dos órgãos públicos em relação ao combate ao mosquito, devido ao decréscimo de notificações da doença nos últimos anos. Para a enterologista Cristiane Pujol, neste momento, é necessário que a população se conscientize. “Como estava havendo diminuição, muitas pessoas podem ter deixado de se preocupar com coisas básicas, como tomar conta do quintal e checar o vaso da planta”.

Apesar de os casos no país terem triplicado, houve redução de 20% na quantidade de mortes e queda de 40% nos registros graves da doença. Segundo Clelia Parreira, professora de Saúde Coletiva e membro do grupo de Planejamento e Ações de Combate à Dengue da Universidade de Brasília (UnB), mesmo não havendo o crescimento de mortes, as ações precisam ser intensificadas.

“Não é um problema específico da saúde. Tem de ter a presença do agente de vigilância ambiental, do serviço de limpeza urbana. As ações têm de ser integradas, continuadas e articuladas entre os estados”, diz. No Distrito Federal, que teve aumento de 231% na incidência da dengue, Clelia ressalta que muitos casos notificados são de pessoas infectadas em Goiás, estado vizinho em epidemia com aumento de 571% dos registros.

O Centro-Oeste, que teve crescimento de 801% no número de casos, concentra três das cinco unidades da Federação em epidemia: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás — Acre e Tocantins são as outras. O coordenador de Controle de Dengue da Secretaria de Saúde de Goiás, Murilo do Carmo, afirma que a troca de autoridades municipais colaboraram com o aumento, mas ações de combate estão sendo tomadas, como a preparação de materiais educativos.

Fonte: Diario de Pernambuco

 

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