Começa hoje e vai até domingo o 16º Congresso Brasileiro de Citologia Clínica, no Mercure Mar Hotel, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O evento vai reunir profissionais de várias partes do País para debater a importância da citologia na prevenção, detecção e tratamento do câncer de colo de útero no Brasil e no mundo. É a primeira vez que o encontro é realizado fora da Região Sudeste. O congresso terá palestras, minicursos, apresentação de trabalhos científicos, estudo de casos clínicos e prova da titulação de profissional habilitado para o exercício da profissão.
Entre as palestras estão Citologia da Mama, com o professor da Universidade Federal de Pernambuco Carlos Eduardo de Queiroz Lima, Rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil, com Maria Beatriz Kneipp Dias, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Rio de Janeiro, Vacina para HPV e Infecções genitais, ambas do professor Edison Fedrizzi, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e Para onde vai o rastreamento do câncer do colo do útero, com o professor da Universidade Estadual de Campinas, Luiz Carlos Zeferino.
De acordo com o Inca, até o fim de 2016, estima-se o surgimento de 16.340 novos casos de câncer de colo de útero no Brasil, com aproximadamente 5.430 óbitos. Considerado o principal fator de risco, o HPV (papilomavírus) é transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Estudos demonstram que quase 100% dos tumores de colo de útero têm origem do HPV.
A realização periódica do exame citopatológico continua sendo a estratégia mais amplamente adotada para a prevenção do câncer do colo de útero. O exame está disponível na rede de atenção primária de saúde e, para que se tenha êxito, é necessário atender as recomendações do Ministério da Saúde em relação à periodicidade e à população-alvo. Recomenda-se que os dois primeiros exames sejam realizados com intervalo anual e, se ambos os resultados forem negativos, os próximos devem ser a cada três anos.
A coleta deve começar aos 25 anos de idade para mulheres que já tiveram ou têm atividade sexual. Os exames periódicos devem seguir até os 64 anos. Para mulheres acima dessa idade e que nunca se submeteram ao exame citopatológico, deve-se realizar dois testes com intervalo de um a três anos.
Fonte: Jornal do Commercio



